Às vezes, tem que se fazer o que der na telha, dizia o desconhecido.
Eu olhava para ele e via uma PESSOA vivida completamente esquecida pela sociedade, em seus poucos documentos, um deles era óbito, mas eu estava com ele. Seus olhos já tinham visto de tudo, a correria do assalto, AL mais lindo por do sol de uma cidade grande. Fiquei imaginando suas aventuras, mas viver na rua era horrível principalmente quando todos acham que você esta morto.
Nesse banco de praça eu olhei o mundo da forma cruel, afinal como poderia ver um mundo digamos ‘’agradável’’ com essas notícias de tragédias nos telejornais?
Nesse vai e vem de palavras eu acabei vendo melhor o mundo, pois quanto mais ódio há em pequena praça, mas amor ela tem, isso era o que percebia a cada segundo que passava com um desconhecido.
No final de tudo percebi que estava tarde, então perguntei teu nome. A resposta? Nunca saberemos, enquanto eu escrevia isto ele estava em um hospital, sendo levado ate um cemitério para ser enterrado como mais pessoa morta com uma bala perdida, porém com uma diferença, ele era um desconhecido, o desconhecido mais amigável e inteligente que eu conhecera.

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